“Linguística, Topologia, e Lógica: Itinerários da Clínica do Sujeito”

Vamos falar de sexo?

Um tema bastante recorrente nas análises é o sexo. Não é o único tema, nem é algo que o analista precise introduzir desde o início, muito menos recuar se ele surgir na associação livre. Mas na psicanálise a questão do desejo sexual é fundamental, uma vez que para psicanálise o desejo sexual é mais amplo do que no senso comum. E como falar de desejo sem falar de satisfação? Do gozo? E não seria justamente o litoral, o limite, a fronteira entre desejo e satisfação que de fato torna a vida mais interessante? Desejo e satisfação regem os processos inconscientes e reaparecem disfarçados em outras formas do sujeito se relacionar na vida. Evita-se falar de sexo, evita-se falar da intersecção entre desejo e satisfação. Ela é, via de regra, menor do que idealizado, mais estranha do que gostaríamos. Contudo, esse estranho, obscuro objeto causa do desejo ( e mais de gozar) que, estranhamente, faz o sujeito se movimentar e tão estranhamente como uma lagosta num telefone de Dalí.

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